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Ceará, 19 de Maio de 2012
             
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Pobreza

Pobreza no Maciço de Baturité: desafio a ser superado

18 de Novembro de 2011 às 16:28
 
 

O território do Maciço de Baturité compreende uma área de 3.709 m², onde estão Palmácia, Pacoti, Guaramiranga, Mulungu, Aratuba, Baturité, Capistrano, Itapiúna, Aracoiaba, Redenção, Acarape, Ocara e Barreira, com 54,84% de sua população vivendo na zona rural, dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) no ano de 2010. Essa região enfrenta problemas de desenvolvimento e superação da pobreza que, em alguns pontos, são comuns ao restante do Estado, mas que apresentam características particulares.

 

Estima-se que o território possua 39472 famílias pobres (renda per capita de até meio salário mínimo) e 27842 famílias com renda per capita de até

R$ 140. O PIB da região, que é de R$ 604 milhões, vem prioritariamente do setor de serviços (69,54%), e do setor agropecuário (18,35%). Ora, podemos perceber que a população da zona rural, que representa 54,84% da população do território, responde por pouco mais de 18% da riqueza produzida.

 

Existe no maciço a possibilidade de desenvolver uma significativa parcela da população, que vive no campo, a produzir mais riquezas sem a necessidade de abandonar o campo. Para tanto, urge que os desafios a serem superados por essas famílias do maciço sejam conhecidos pelos governos, e que exista um diálogo para que o intuito do Governo Federal, ao se deparar com a realidade do território, possa se transformar em uma ação concreta.

 

Com relação à cobertura de redes de abastecimento de água, apenas 27% dos municípios têm o abastecimento ligado a rede geral. Uma percentagem muito abaixo da apresentada pelo restante do estado, que é de 60% dos domicílios. 32% dos domicílios não dispõem de instalações sanitárias e cerca de 54,7% dispõem de apenas fossas rudimentares. Essa baixa cobertura, além de dificultar a produção, favorece a disseminação de doenças contagiosas e compromete seriamente o meio ambiente.

 

É importante termos em mente que existem especificidades ligadas aos jovens e as mulheres, bem como as populações quilombolas e indígenas. Os desafios da superação da pobreza demandam uma sensibilidade aos problemas locais, e ninguém melhor para conhecer as vicissitudes da região do que as pessoas que constroem o território.

 

Sem esse diálogo, as dificuldades da inclusão produtiva serão muito maiores. E acreditamos que uma das alternativas para viabilizar o combate à pobreza é que seja contemplada a reivindicação da população do maciço para que ele seja incluso oficialmente nos Territórios da Cidadania do Governo Federal.

 

Eudes Xavier
Deputado federal (PT)

 

 

Eudes Xavier

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