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FrenteEudes Xavier lança Frente Parlamentar Mista em Defesa da Economia Solidária e defende marco legal para o setor19 de Maio de 2011 às 10:19 |
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Presidente do Ipea, Márcio Pochmann destaca importância da Ecosol durante lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Economia Solidária, presidida pelo dep. Eudes Xavier
Lideranças do Movimento da Economia Solidária, parlamentares de diversos partidos e representantes do governo federal, prestigiaram na tarde da última quarta-feira (18.05), o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Economia Solidária. Na ocasião, o presidente da Frente, deputado Eudes Xavier (PT-CE), afirmou que o principal objetivo da Frente é lutar no Congresso pela aprovação de uma legislação que garanta o desenvolvimento deste segmento em todo o país. "A Frente Parlamentar, que nasce com a adesão de 213 congressistas, terá como um dos principais objetivos avançar na aprovação de uma legislação que estabeleça um marco legal para a Economia Solidária. Hoje, 15 estados, e inúmeros municípios já dispõem de lei, mas é necessário garantir a todo o segmento mecanismos que garantam maior reconhecimento e mais benefícios a este importante setor da economia brasileira", destacou. O evento aconteceu no auditório Freitas Nobre, da Câmara dos Deputados.
Segundo Eudes Xavier, a Lei 865/11, proposta pelo Executivo, é a primeira legislação que deve ser debatida no âmbito da Frente Parlamentar. O parlamentar afirma que essa lei, que trata entre outros assuntos da transferência da Secretaria Nacional da Economia Solidária do âmbito do ministério do Trabalho para a nova Secretaria Nacional da Micro e da Pequena Empresa, será debatida exaustivamente em vários estados e com todos os segmentos ligados ao setor no país.
O presidente da Frente da Economia Solidaria afirmou que a proposta enviada pelo Executivo não contempla o setor que reivindica mais visibilidade. Xavier, que é o relator do projeto na comissão do Trabalho, afirmou que já recebeu sugestões do setorial de economia solidaria do Partido dos Trabalhadores, que defende o fortalecimento conjunto da micro e da pequena empresa e da economia solidária, e ainda irá se reunir com diversas entidades, antes de apresentar o seu parecer no mês de junho.
Também presente ao evento, o presidente do IPEA, Márcio Pochmann, destacou a economia solidária como mais um importante segmento para o desenvolvimento pleno da economia brasileira. “ A economia solidária tem apresentado resultados extraordinários. As experiências nesse setor são animadoras e revelam uma nova forma de geração de trabalho, renda e de inclusão social “, frisou. O secretário nacional da Economia Solidária do ministério do Trabalho, Paul Singer, reconhece a importância do colegiado e defende novos incentivos ao setor. "A economia solidária precisa ter acesso a outras formas de financiamento, como os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que financiaria, principalmente, as cooperativas ligadas ao setor. Também seria importante contar com uma legislação que possibilite a essas entidades participarem de licitações, em todo o país, para fornecer mercadorias e serviços ao poder público", defendeu.
Singer lembrou que, por falta de uma legislação nacional, a economia solidária no estado de São Paulo está prejudicada. Segundo ele, um decreto editado pelo ex-governador, Alberto Goldman (PSDB), que vigora até hoje, impede que órgãos públicos daquele estado contratem serviços e adquiram produtos, mesmo por meio de licitação, de cooperativas ligadas à economia solidária. Assessoria de Comunicação/Informes PT |
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